sábado, 5 de setembro de 2009

O AQUÍFERO GUARANI

O Aquífero Guarani é a maior reserva subterrânea de água doce do mundo. A maior parte (70% ou 840 mil km²) da área ocupada pelo aquífero - cerca de 1,2 milhão de km² - está no subsolo do centro-sudoeste do Brasil. O restante se distribui entre o nordeste da Argentina (255 mil km²), noroeste do Uruguai (58 500 km²) e sudeste do Paraguai (58 500 km²), nas bacias do rio Paraná e do Chaco-Paraná. A população atual do domínio de ocorrência do aquífero é estimada em quinze milhões de habitantes.

Mato Grosso do Sul (213 200 km²)
Rio Grande do Sul (157 600 km²)
São Paulo (155 800 km²)
Paraná (131 300 km²)
Goiás (55 000 km²)
Minas Gerais (51 300 km²)
Santa Catarina (49 200 km²)
Mato Grosso (26 400 km²)

Nomeado em homenagem à tribo Guarani, possui um volume de aproximadamente 55 mil km³ e profundidade máxima por volta de 1 800 metros, com uma capacidade de recarregamento de aproximadamente 166 km³ ao ano por precipitação. É dito que esta vasta reserva subterrânea pode fornecer água potável ao mundo por duzentos anos. Devido a uma possível falta de água potável no planeta, que começaria em vinte anos, este recurso natural está rapidamente sendo politizado, tornando-se o controle do Aquífero Guarani cada vez mais controverso.

1- Geologia do Aquífero:

O Aquífero Guarani consiste primariamente de sedimentos arenosos depositados por processos fluviais e eólicos durante os períodos Triássico e Jurássico (entre 200 e 130 milhões de anos atrás), sendo mais de 90% de sua área total recoberta com basalto ígneo de baixa permeabilidade, depositado durante o período Cretácio, que age como aquitardo e permite grande contenção de água. Isto diminui em muito a infiltração de água no aquífero e seu subsequente recarregamento, mas também isola o aquífero da zona mais superficial e porosa do solo, evitando a evaporação e evapotranspiração da água nele contida.

A pesquisa e o monitoramento do aquífero para melhor gerenciá-lo como recurso são considerados importantes, uma vez que o crescimento da população em seu território é relativamente alta, aumentando riscos relacionados ao consumo e a poluição.
(Fonte: www.wikipedia.com.br)


LOCALIZAÇÃO DO AQUÍFERO GUARANI


ESQUEMA DO AQUÍFERO GUARANI E SUAS CARACTERÍSTICAS

1- Além do Guarani, sob a superfície de São Paulo, há outro reservatório, chamado Aqüífero Bauru, que se formou mais tarde. Ele é muito menor, mas tem capacidade suficiente para suprir as necessidades de fazendas e pequenas cidades.

2- O líquido escorre muito devagar pelos poros da pedra e leva décadas para caminhar algumas centenas de metros. Enquanto desce, ele é filtrado. Quando chega aqui está limpinho.

3- Nas margens do aqüífero, a erosão expõe pedaços do arenito. São os chamados afloramentos. É por aqui que a chuva entra e também por onde a contaminação pode acontecer.

4- A cada 100 metros de profundidade, a temperatura do solo sobe 3 graus Celsius. Assim, a água lá do fundo fica aquecida. Neste ponto ela está a 50 graus.

(Fonte: Figuras e Textos Extraídos da Revista Super Interessante nº 07 ano 13)



LOCALIZAÇÃO DO AQUÍFERO GUARANI
(Fonte: www.googleimagens.com.br)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

GRAND CANYON - UMA REGIÃO CAVADA POR UM RIO

O Grand Canyon tem 445 quilômetros de comprimento, mais de 1,5 quilômetros de profundidade e 30 quilômetros de largura. Ele foi todo entalhado pela erosão, pelo rio Colorado e pelas forças quase imperceptíveis, mas poderosas, dos flocos de neve, das gotas de chuva e do ar. O canyon é cheio de precipícios, anfiteatros, montes íngremes e isolados, despenhadeiros, pináculos, templos e formas sem nome, em vermelho, ouro, rosa, verde, laranja, violeta e muitas outras cores.


LOCALIZAÇÃO DO GRAND CANYON - ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

1- As Forças Que Geraram o Canyon:

Há muitos milhões de anos, o planalto colorado, na área do Grand Canyon, contava com 3.000 metros de rocha a mais do que atualmente e era relativamente nivelado. O material que desapareceu compunha-se de camadas de quatorze formações rochosas. Na região do Grand Canyon, tais camadas foram desgastadas durante milhões de anos, até que ficou à vista, no topo, a atual camada de calcário.
Há aproximadamente 65 milhões de anos, a pressão interna ergueu uma espécie de bolha na superfície achatada do planalto, na área do Grand Canyon. Os geólogos referem-se a esse tipo de fenômeno como soerguimento: ele foi seguido por uma elevação geral de todo o planalto colorado, processo que ainda esta em curso. À medida que o planalto se elevou gradualmente, os rios pouco profundos que avançavam por ele sinuosamente começaram a correr mais rápido e a delimitar com mais nitidez seus cursos. Um desses rios, localizado a leste do soerguimento, era o ancestral do colorado. Um outro sistema fluvial, o Hualapai, que corria a oeste do soerguimento, prolongou-se em direção leste, atravessando o soerguimento. Por fim, esse sistema encontrou o antigo colorado e capturou suas águas. O novo rio começou então a cavar a trincheira de 445 quilômetros de comprimento, que se transformou no Grand Canyon. Os geólogos calculam que esse trabalho de escavação começou há mais de 10 milhões de anos.
Desde então o processo de formação do Canyon tem sido cumulativo. À ação corrosiva do próprio rio, juntaram-se outros fatores. O calor e o frio, a chuva e a neve, juntamente com a resistência variável das rochas, aumentam as oportunidades de erosão. As paredes do Canyon esfarelam-se e o rio adquire um instrumento cortante, toneladas de fragmentos de rocha; a chuva que escorre pelo planalto cria correntes tributárias que entalham os Canyons laterais. Aprofundando-se lentamente em direção ao planalto, os Canyons laterais expõem novas rochas, e assim a erosão prossegue.


O RIO COLORADO E O GRAND CANYON - ESPETACULO DA NATUREZA

2- O Tempo Geológico em Camadas Ascendentes:

No seu ponto mais profundo, ao longo do trecho conhecido como garganta Granite, o Canyon faz um entalhe de 1,5 quilômetros de profundidade na crosta terrestre, revelando 2 bilhões de anos de seu passado. Esse lugar tem sido considerado como o maior e mais antigo livro de história do mundo, e no enatnto, suas páginas estriadas contam apenas parte da história. Os geologos dividem a história da Terra em quatro grandes eras geológicas, porém as paredes do Canyon exibem apenas as duas primeiras, a Pré-Cambriana e a Paleozóica; as rochas das duas eras mais recentes, a Mesozóica e a Cenozóica, foram desgastadas pela erosão. Entretanto, as rochas que restaram relatam acontecimentos geológicos espetaculares. A mais antiga, o xisto do fundo da garganta, é relíquia de uma época em que o centro da Terra em ebulição pertubava sua superfície, são rochas dobradas pela pressão interna, saturadas pelo calor e a seguir infiltradas por correntes liquefeitas de material mineral. Acima delas, as sete camadas empenadas de rochas chamadas Séries do Grand Canyon foram inclinadas por um soerguimento ao longo de linhas de falha na crosta da Terra. As camadas de arenito, calcário e folhelho situadas na parte superior do Canyon refletem as marcas de um longo cortejo de mares, desertos e planícies de inundação, cada uma com seu próprio sedimento.


GARGANTA GRANITE - GRAND CANYON E SUAS CAMADAS DE ROCHAS


TABELA DOS TEMPOS GEOLÓGICOS DO GRAND CANYON

(Fonte: As Regiões Selvagens do Mundo, Editora Cidade Cultural Ltda, Rio de Janeiro, RJ.)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

OS CZARES E A FORMAÇÃO DA RÚSSIA

Ás duas da manhã do dia 17 de julho de 1918 perdia o trono o último Imperador de todas as Rússias: Nicolau II, que era aprisionado pelos revolucionários bolcheviques em uma casa de Ecaterimburgo, oeste do país. Nicolau foi conduzido com a mulher, o filho, as quatro filhas, o médico e os empregados para um quartinho dos fundos, onde 12 homens os esperavam com armas na mão. Depois do fuzilamento, o pelotão se assustou ao ver que as filhas continuavam vivas, pois as balas ricochetearam nas jóias costuradas em seus vestidos. O jeito foi terminar o "serviço" com golpes de baioneta. Era o fim de 300 anos da dinastia Romanov e de quatro séculos do domínio dos czares.
O título de czar, foi derivado dos "césares" de Roma, mas na Rússia ele adquiriu um caráter especial. Usando uma mescla de terror e nacionalismo religioso, eles transformaram um reino minúsculo numa potência mundial e expandiram seu território até ter o dobro do tamanho do Brasil.

1- Moscóvia:

A semente do czarismo foi plantada no século IX, quando o chefe viking Riurík fundou uma dinstia em Novgorod, no Noroeste da atual Rússia. Seus descendentes ampliaram o reino até Kiev (Ucrânia), converteram-se à fé ortodoxa (ramo do cristianismo que rompeu com o catolicismo romano no século XI e se espalhou nos domínios do Império Bizantino). Os descendentes Riurík usaram o termo "Rus" para descrever seu povo e sua terra. No fim do século XII, o reino se fragmentou em principados rivais e as disputas favoreceram a invasão dos Rus pelos Tártaros (povo turco muçulmano que pertencia ao Império Mongol). Os invasores pouparam o principado de Novgorod, que não foi destruído, com a condição de que seu príncipe Alexandre Nevsky, lhes pagasse altos tributos. Daniel, filho de Alexandre, tornou-se príncipe de um vilarejo chamado Moscou, e começou a anexar terras, o que resultou no crescimento do reino de Moscóvia em cerca de oito vezes. Moscóvia adotava a política de subjugar outros reinos apoiado no reconhecimento do poder absoluto de seu príncipe. A crueldade e a unidade ao príncipe eram recompensadas, e os principais clãs se beneficiavam da expansão das terras. O czar contava com autoridade ilimitada, pois seu poder emanava de Deus, abençoado pela igreja Ortodoxa, que tambem era beneficiada pelo aumento do poderio russo.

2- Ivã - o Grande:

Em 43 anos de governo Ivã, o grande, quadruplicou o tamanho do reino, depois festejou a glória ampliando a construção do Kremlin. Ivã inaugurou a prática da deportação em massa, que foi usada posteriormente pela União Soviética. Sua crueldade seria mantida por seu filho Vassily III e passaria dos limites com seu neto Ivã IV, chamado também de o "terrível". Ele junto de Pedro, o grande, Catarina, a grande, Lênim e Stálin aplicaram o terror em defesa de si e do regime, porém Ivã IV e Stálin praticaram uma matança extravagante que desafia qualquer compreensão.
Ivã IV foi coroado com o título de czar em 1547, e seu reinado começou bem pois derrotou os tátaros e expandiu seus domínios no leste até o mar Cáspio e a Sibéria, transformando Moscóvia em um estado multiétnico. Mas a morte de sua esposa, Anastácia, possivelmente envenenada, em 1560, provocou um piripaque na cabeça do monarca. Ele prendeu seus conselheiros e abriu fogo contra o povo,Ivã presenciava as execuções e maquinava formas de morte. Em 1570, uma plateia em Moscou viu como ele e seus homens desmenbravam e ferviam vítimas suspeitas de traição. Ivã casou com outras seis mulheres sem se firmar com nenhuma, num de seus ataques de fúria, o czar golpeou seu filho Ivã Ivanovich na cabeça com uma bengala de ferro, matando-o.

3- A Era Romanov:

Passado o furacão Ivã, e após brigas pelo poder, em 1613 foi escolhido um novo czar: Mikhail Romanov, o primeiro de uma dinastia que duraria 300 anos. Pedro I coroado czar em 1682, conquistou parte da Estônia e chegou à sonhada costa do Báltico, onde fundou São Petersburgo e fez dela a capital da Rússia. Catarina, a grande estabilizou o reino da Rússia e conquistou terras da Turquia. Nicolau I, já no século XIX foi derrotado na Criméia por Ingleses, Franceses e Turcos o que provava a decadência dos governos dos czares, em 1904 a Rússia cambaleou numa guerra contra o Japão, e em 1905 centenas de manifestantes morreram ao exigir liberdade em São Petersburgo (domingo sangrento). Em 1917 não teve jeito: Nicolau II abdicou e foi fuzilado por ordem de Lênim, lider dos bolcheviques, estava surgindo assim a URSS, um imenso país formado pelas dinstias dos czares.


O CRESCIMENTO DO IMPÉRIO RUSSO

(Fonte: Revista: Aventura na História, Edição 71, Editora Abril - Junho / 2009 - São Paulo/ SP.)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

OS PROBLEMAS AMBIENTAIS GLOBAIS

Como sabemos, aquilo que chamamos de ambiente natural ou ecossistema apresenta um estado de equilíbrio extremamente dinâmico. Isso significa dizer que, caso ocorram interferências muito grandes em um dos elementos formadores das paisagens, esse equilíbrio pode ser rompido e seu restabelecimento leva muito tempo para acontecer.
Nessa perspectiva, o ritmo do restabelecimento do equilíbrio ambiental tem-se mostrado incompatível com o ritmo com que as sociedades de consumo têm explorado os recursos do planeta. Mais do que isso, a poluição ambiental e os impactos que o meio em que vivemos tem sofrido não poderão ser eliminados no curto prazo. Na atualidade, as questões ambientais adquiriram uma nova dimensão, a dimensão planetária. Isso deixa claro que o movimento do ar ou das águas não respeitam fronteiras. A fumaça expelida pelos automóveis e os dejetos lançados ao sabor dos ventos e das correntezas. Não são possivéis de ser contidos. É nesse contexto, portanto, que certos problemas ambientais adquiriram dimensões globais, afetando a biosfera e pondo em risco nosso habitat.

1- A Destruição da Camada de Ozônio:

A estratosfera contém pequeninas moléculas de ozônio. Essas moléculas encontram-se espalhadas ao longo de cerca de 15 Km, na estratosfera, e desempenham um papel vital para os seres vivos, pois filtram ou retém os raios ultravioletas provenientes do sol.
Os raios ultravioletas são nocivos para os seres vivos porque literalmente ocasionariam a destruição dos vegetais clorofilados, responsáveis pela fotossíntese. Com isso, ocorreria uma significativa ruptura na cadeia alimentar de consequências desastrosas. Quanto aos seres humanos, duas importantíssimas moléculas biológicas dos tecidos vivos seriam afetadas: os ácidos nucléicos e as proteínas, o que causaria câncer de pele entre outras enfermidades graves. Fabricado desde os anos de 1960, o clorofluorcarboneto, conhecido pela sigla CFC é usado em equipamentos de refrigeração como ar-condicionado e geladeiras esse gás encontra-se disseminado pelo mundo inteiro, mas nos últimos anos têm se intensificado a exclusão do mesmo na fabricação de equipamentos de refrigeração, buscando diminuir a destruição da camada de ozônio.
As primeiras medições do ozônio estratosférico tiveram início em 1957. Contudo, desde o final dos anos de 1970 que pesquisadores têm verificado que na primavera austral (no hemisfério sul), um imenso "buraco" surge na camada de ozônio. Por outro lado, a comunidade internacional tem se mobilizado para suplantar esse preocupante problema. Assim, desde 1985, sucessivas conferências têm ocorrido e a partir de então foram desenvolvidas novas tecnologias, para diminuir o uso de CFC em todo o planeta.

(Fonte:FILIZOLA, Roberto - Geografia: volume único - 2ª Edição - Editora IBEP, São Paulo, SP, 2005.)


ESQUEMA DA AÇÃO DO EFEITO ESTUFA NO NOSSO PLANETA


GRAFICO COM OS PRINCIPAIS AGRESSORES A CAMADA DE OZÔNIO DA TERRA
(Fonte: www.googleimagens.com.br)

1.1- Medidas Para Diminuir os Efeitos Climáticos no Mundo:

Desde a ECO-92, a maioria dos países vem desenvolvendo esforços para, em conjunto, enfrentar a problemática da mudança climática, causada principalmente pelo efeito estufa. Assim, o consenso entre os países resultou em duas estratégias: sequestrar o carbono do ambiente e reduzir as emissões de carbono para a atmosfera. O sequestro do carbono consiste em retirar o carbono já emitido pelos agentes poluidores da atmosfera. Para tanto, o reflorestamento e a manutenção de áreas florestadas são os principais meios para que isso ocorra. A redução das emissões de carbono, por sua vez, envolvem sobretudo o desenvolvimento de tecnologias limpas, nas quais deiza-se de utilizar combustíveis fósseis, casos como o do petróleo e do carvão mineral. Ao contrário do sequestro do carbono, essa estratégia é mais onerosa e de implantação mais difícil. Diante desse fato, é inegável que a mobilização e grandes agentes poluidores, como as companhias de energia elétrica nos E.U.A, na Europa e no Japão ou as grandes montadoras de automóveis, no sentido de utilizar novas tecnologias, ainda levará um certo tempo.



PAÍSES DESENVOLVIDOS DO NORTE E SUAS EMISSÕES DE DIÓXIDO DE CARBONO
(Fonte:FILIZOLA, Roberto - Geografia: volume único - 2ª Edição - Editora IBEP, São Paulo, SP, 2005.)